segunda-feira, 7 de novembro de 2016

INTRODUÇÃO









Este Blog tem múltiplos objetivos, entre os principais, alertar consciências para a gravidade das várias formas de doença mental, mudar mentalidades e acabar com preconceitos. Mas surge também da minha necessidade de partilhar a minha experiência.
Numa altura em que não sabia, de novo, o que era ter um propósito, com o tempo, esta ideia começou a tomar forma. Ajudar-me e ajudar. Escrever e partilhar. Até porque a escrita e a leitura foram das poucas coisas que me mantiveram sã nos últimos tempos.
            A psicofobia é um termo genérico usado para descrever a discriminação relativamente a doenças e distúrbios mentais. Apesar de abranger diversos transtornos, o termo é melhor exemplificado quando se trata da depressão, a doença mais comum no que se refere à saúde mental actualmente.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), pelo menos 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, e as previsões indicam que até 2030 será a doença mais frequente do planeta.
Infelizmente, o retrato que os meios de comunicação social fazem deste grave problema, não é o melhor o que só contribuí para a falta de consciencialização e o estigma.
Além disso, determinados problemas do foro mental são não só alvo de estigma, como também de ridicularização e escárnio e vistos como formas de exibicionismo ao invés de lhes ser atribuída a gravidade que, de facto, têm. Isto agrava a vergonha em torno da doença mental e faz com que muitas pessoas, além de estigmatizadas, não recebam o tratamento clínico de que necessitam
Vivemos numa sociedade incapaz para lidar com pessoas com depressão (ou qualquer outro tipo de transtorno).
É preciso ouvir não só psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde, mas também quem passa por isso diariamente – porque essa é uma luta diária!!